terça-feira, 26 de junho de 2012

Mais de mim

Na postagem anterior falei sobre o começo de tudo... quisera eu que minha história com o transtorno de ansiedade generalizada se resumisse aquilo (o que já não seria pouco)! Infelizmente tem muito mais...

Depois que enfim comecei a tomar medicamento e fazer terapia regularmente, melhorei pouco a pouco, cada vez mais. Vez ou outra me sentia um pouco tonta ou com algum outro sintoma, mas nada que me tirasse totalmente do prumo. Tanto que voltei a ser "eu mesma" durante um bom tempo, depois de um ano comecei a diminuir a dosagem do remédio gradualmente (com acompanhamento médico), cheguei até a ter alta da terapia. Foi assim de fevereiro de 2010 a dezembro de 2011, praticamente dois anos bem.

No final de 2011 eu já estava tomando só metade do menor comprimido de Assert, dava apenas 25 miligramas por dia, uma dosagem super baixa e eu realmente me sentia bem. Viajei no fim de novembro daquele ano para Fernando de Noronha e, propositalmente, não levei o remédio. Queria ver como me sairia sem ele. Na verdade, por mim eu continuaria tomando porque não ligo para esse estigma sobre os remedios psiquiatricos. O que acontece é que desde o meio de 2011 eu havia decidido com o meu marido que tentaria engravidar e não gostaria de estar dependente de remédio psiquiátrico quando isso acontecesse, até porque isso é contra indicado pra saúde do bebê. Também no meio do ano descobri que esse processo de ter um filho não seria tão simples quanto eu imaginava. Descobri que tenho ovário policístico, parei de menstruar, não estava ovulando, então provavelmente teria que fazer algum tipo de fertilização para engravidar. Foi por isso que, do meio do ano em diante, decidi reduzir ao mínimo que conseguisse o remédio para tentar começar 2012 sem ele.

Consegui. Voltando de Fernando de Noronha eu estava super bem, então parei de vez de tomar o remédio. Estava tudo ótimo até o fim da primeira semana de janeiro, quando de repente, um dia, voltaram todos os sintomas. A pessoa que trabalha diretamente comigo estava de férias, eu estava fazendo o trabalho sozinha e acabei não conseguindo dar conta do recado (o que normalmente conseguiria sem problema algum, já havia feito aquilo milhões de vezes sozinha). Tive que chamar uma pessoa para me ajudar, exatamente como no começo da crise anterior.

Fiquei arrasada porque não queria voltar com o remédio, planejava fazer em março o tratamento para engravidar. Resisti o quanto pude, tentando levar só com a psicoterapia, mas eu não melhorava... voltei então com o Assert em fevereiro, tomei durante cerca de um mês e quando saí de férias decidi - de novo - não levar o medicamento para ver como eu me sairia. Fiquei bem, a viagem foi ótima e, voltando, também estava razoavelmente bem. Não estava 100%, mas dava pro gasto rsrsrs... O problema é que, conforme o mês foi passando, as tonturas foram voltando, ficando cada vez piores... e eu continuava sem querer tomar remédio por causa da vontade de engravidar. Na psicoterapia não conseguia identificar o que poderia ter feito com que aquele inferno voltasse...

No começo de maio comecei o tratamento de fertilização: injecções, ultrassonografias seriadas, indução de ovulação... é um processo que deixa qualquer um - com ou sem histórico de transtornos ansiosos - com a cabeça a milhão! Fiquei péssima! Acho que estava até pior do que na primeira crise, com a diferença que, desta vez, eu sabia que era uma doença e que doença era essa. O duro era saber exatamente qual remédio ajudaria e não querer tomar por causa da possível gravidez.

No ginecologista, relatei tudo o que se passava e ele me receitou fluoxetina. Disse que a sertralina eu não deveria tomar, apesar de não existirem estudos que comprovem que a substância faz mal pro feto, ele não poderia continuar o tratamento caso eu tomasse a sertralina. Mas essa questão de medicamentos x gravidez é assunto para uma postagem exclusiva... Enfim, sendo assim, comecei a tomar então a fluoxetina, o que foi em vão, não tive absolutamente nenhuma melhora.

Foi nesse meio tempo que tive a pior experiência da minha vida. Quem leu meu post anterior deve lembrar que eu li um livro sobre síndrome do pânico e vi que, apesar de alguns sintomas parecidos, eu não tinha essa doença, vi que meu caso naquela época não era tão grave quanto uma síndrome do pânico. Pois no meio do tratamento para engravidar, enquanto era medicada com fluoxetina, tive uma crise de pânico. Foi horrível. Foi sem dúvidas o pior dia da minha vida. Vou detalhar isso em outra postagem. Graças a Deus foi em um único dia que senti aquilo...

Bom, continuei com o tratamento para engravidar, sem tomar meu remédio (sertralina) e sofrendo horrores com as tonturas, palpitações, sensação de flutuação. Fiquei quatro dias de licença do trabalho. Quando voltei, fiquei uma semana sem exercer plenamente minhas funções, como da outra vez, só que com sintomas mais fortes. Digo mais fortes porque da outra vez eu não me sentia tão desanimada quanto desta vez. Tanto que em 2009 eu tive tonturas horríveis durante meses e ainda assim tinha disposição para correr atrás de médicos, exames e tratamentos que pudessem me ajudar. Desta vez me sentia esgotada. Não queria fazer nada, se pudesse não sairia da cama. Parei de ir à academia, pela primeira vez passei um aniversário sem comemorar, sem sair de casa. Meu estado era lamentável.

Nessa altura do campeonato, depois de gastar fortunas com o tratamento de fertilidade, estava mais é torcendo para ele não dar certo e eu poder voltar a tomar meu remédio. Olha a que ponto cheguei. Resultado: realmente o tratamento não funcionou, eu não engravidei. Voltei na psiquiatra e voltei com uma dose tão alta da sertralina que chegou a ser maior que da primeira crise.

Foi assim que, aos poucos, com remédio, terapia e muuuito foco comecei a melhorar aos poucos. Faz um mês que tudo isso aconteceu e sinceramente ainda não estou bem como gostaria, mas pelo menos voltei a trabalhar quase que normalmente, em todas as minhas atribuições, acreditando que posso voltar aos 100%.

Esse post e o post anterior são apenas um resumo bem enxuto na história. Os detalhes, os desdobramentos, meus sentimentos e descobertas eu conto nas próximas postagens.

Um abraço 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Minha história

Demorei para, enfim, começar a contar tudo que venho vivendo porque é realmente difícil tentar explicar. Claro que muita coisa aconteceu na minha vida antes que eu tivesse os primeiros sintomas do transtorno de ansiedade, com certeza minha história de vida influenciou no desenvolvimento desse problema, mas antes do diagnóstico sempre me considerei uma pessoa "normal": estudei, me formei na faculdade que sempre sonhei em fazer, trabalho na área que escolhi, conquistei muita coisa profissionalmente, sempre tive muitos amigos, sempre saí, viajei, me diverti, namorei, casei com um homem maravilhoso, nos mudamos para uma boa casa... enfim, nenhum grande trauma, nenhuma grande perda, nada que pudesse imaginar que me trouxesse um problema psiquiátrico tão sério.

Digo isso tudo porque, lendo minha última postagem, que descreve os transtornos de ansiedade, a gente pode até pensar (como eu pensava) que só alguém muuuito desequilibrado para ter algo desse tipo... alguém com muitos problemas na vida. Eu não me considerava uma pessoa com esse perfil.

Era agosto de 2009 quando comecei a sentir umas "tonturas" estranhas. Tudo estava perfeito na minha vida, eu tinha acabado de ser promovida, estava trabalhando num projeto incrível que era minha cara, meu casamento estava em sua melhor fase. Por isso JAMAIS imaginei que aquelas tonturas podiam ter algum fundo psicológico, eu sentia como algo meramente físico!

Como além da tontura eu sentia um certo "zumbido" no ouvido, fui numa otorrinolaringologista e ela deu o diagnóstico: labirintite. Ok, comprei os remédios que ela me receitou certa de que isso logo passaria. Uma... duas semanas e nada de melhorar. Meu desempenho no trabalho estava sendo prejudicado, então resolvi procurar outra otorrino, vai que a primeira não tivesse acertado na medicação? Fui... mudamos o remédio... e nada de melhorar. Comecei então a passar com uma fisioterapeuta para "recuperar o equilíbrio" que a suposta labirintite havia afetado. Recomendada pela otorrino, essa fisioterapeuta me passava exercícios com bola... exercícios que incluíam caminhar de olhos fechados... lembrando me sinto uma ridícula pensando em tudo o que fiz, é claro, sem ter sucesso algum. Fiz também acupuntura e nada de melhorar.

Diante de tudo isso, fui submetida então um exame horrível em que colocam água no seu ouvido para saber se vc tem mesmo labirintite. Resultado: eu não tinha labirintite! Fiquei mais de um mês tomando remédios e tratando algo que eu não tinha! Descobrir isso foi ao mesmo tempo um alívio (pela esperança em descobrir o que eu tinha) e uma preocupação (o que eu tinha, afinal?). Parti então para consultas com neurologistas, fiz tomografia, exames de tudo quanto é tipo, nada era diagnosticado. Não sabia mais o que fazer, não conseguia mais trabalhar, nem me divertir, nem fazer mais nada. Tinha tonturas o tempo inteiro, dores de cabeça, insônia, angústia, taquicardia. O tempo todo, mas o pior era na hora de trabalhar, tinha a sensação de que iria desmaiar a qualquer momento.

Como clinicamente nada era diagnosticado, começaram a me encher a cabeça com coisas do tipo: "fizeram macumba pra você", "isso é olho gordo", etc, etc, etc. Fiz reiki, hipnose, regressão, tomei homeopatia, florais, fui a centro espírita tomar passe, fiz novena, fui em terreiro, fiz meditação, tomei chás de mil e uma coisas. Obviamente essa baboseira toda não surtiu resultado algum, só me fez gastar dinheiro e energia. Eu estava tão desesperada em não saber o que eu tinha que refiz algum exames na esperança de alguém encontrar um tumor... um vírus.... algo patológico que explicasse meus sintomas. Eu torcia para ter alguma doença, algo que explicasse aquilo tudo... mas nada era diagnosticado.

Foram cerca de cinco meses de agonia, até que um amigo da minha família, que é médico, recomendou que eu procurasse um psicólogo. Eu não tinha problema nenhum com isso, ao contrário de muita gente que tem preconceito, acha que terapia é coisa de doido ou acha que é besteira, eu sempre gostei muito de terapia. Fiz durante muito tempo por motivos diversos, mas principalmente por auto-conhecimento, sempre recomendei para todos porque traz muitos benefícios! Eu só havia parado porque tinha outras prioridades financeiras e terapia não é barato... Enfim, não tinha ido ainda na minha psicóloga nesse tempo todo em que sofri com as tonturas porque eu tinha certeza de que era algo físico... o que eu sentia era realmente como se fosse algo físico. Se tivesse alguma suspeita, mínima que fosse, de ser algo emocional, teria ido de cara na psicóloga! Até hoje não me conformo por nenhum médico não ter me falado antes que podia ser emocional!

Enfim, já era começo de 2010 quando fui na minha psicóloga de sempre e ela falou que tudo indicava se tratar de algum tipo de fobia... não me convenci disso de primeira porque eu achava que não tinha medo de nada, não enxergava motivo para ser fobia. A verdade é que eu não sabia na real o que uma fobia significava. Até que minha psicóloga me emprestou um livro chamado "Síndrome do Pânico", do autor Gugu Keller (Editora Globo). Ele conta a história de vida dele, dos primeiros sintomas ao longo caminho até o diagnóstico, da medicação e dos dramas que viveu por causa da doença... Li em um dia! Devorei o livro e me identifiquei demais com tudo que ele sentia e passava. Ainda assim, eu sabia que não tinha síndrome do pânico, afinal, eu saía de casa, dirigia, ficava sozinha sem problemas... enfim, achei o caso do autor com síndrome do pânico pior que o meu, mais grave! Parecido, mas pior que o meu caso! Ainda assim havia ficado nítido pra mim que eu tinha sim algum problema de ordem psicológica.

Sendo assim, não pensei duas vezes: fui numa psiquiatra. Meu Deus, como eu queria ter feito isso antes! Como eu queria saber antes que esse era meu problema! Relatei tudo à psiquiatra e ela me explicou que não, eu não tinha síndrome do pânico. Tinha um transtorno de ansiedade aliado à fobia. Ufa! Enfim um diagnóstico e um remédio. Ela me receitou Assert (sertralina, comecei com 50 mg, depois aumentou para 100 mg), Lexfast (um lexotan que age mais rápido só para tomar nos momentos em que estivesse muito ruim) e... psicoterapia.

As descobertas que fiz a partir desse dia eu conto em outras postagens (até porque é MUITA coisa). Agora, o que eu quero dizer é que o incrível aconteceu depois que comecei o tratamento para meu transtorno de ansiedade generalizado: em menos de uma semana eu tinha voltado a trabalhar normalmente, isso depois de três meses sem conseguir exercer tudo que fazia parte da minha função na empresa! Voltei a VIVER! Aos poucos, bem lentamente, fui voltando a ser eu mesma!

Foi esse então o começo de tudo e também o início da minha batalha contra o TAG. Em breve, mais da minha história.

Até a próxima!



sexta-feira, 15 de junho de 2012

A ansiedade e seus transtornos

Antes de falar especificamente da minha história, acho importante falar dos transtornos de ansiedade de uma forma geral. Demorei muito para descobrir e, principalmente, entender o que são, de onde vêm, o que causam... Abaixo, as explicações são do site www.psicoterapia.psc.br, que inclusive eu recomendo porque tem textos muito bons e esclarecedores sobre o assunto:

Transtornos de Ansiedade
Todos os Transtornos de Ansiedade têm como manifestação principal um alto nível de ansiedade. Ansiedade é um estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça, acompanhado por várias reações físicas e mentais desconfortáveis.

Os principais Transtornos de Ansiedade são:

- Fobia Simples: Medo irracional relacionada a um objeto ou situação específico. Na presença do estímulo fóbico a pessoa apresenta uma forte reação de ansiedade, podendo chegar a ter um ataque de pânico. Por exemplo a pessoa pode ter fobia de sangue, de animais, de altura, de elevador, de lugares fechados ou abertos, fobia de dirigir, etc. Há muitas formas possíveis de fobia, visto que o estímulo fóbico assume um lugar substituto para os reais motivos de ansiedade da pessoa. O motivo original vai ser descoberto na terapia.

- Fobia Social: Ansiedade intensa e persistente relacionada a uma situação social. Pode aparecer ligado a situações de desempenho em público ou em situações de interação social. A pessoa pode temer, por exemplo, que os outros percebam seu "nervosismo" pelo seu tremor, suor, rubor na face, alteração da voz, etc. Pode levar à evitação de situações sociais e um certo sofrimento antecipado. A pessoa pode também, por exemplo, evitar comer, beber ou escrever em público com medo de que percebam o tremor em suas mãos. Saiba mais. 

- Transtorno de Ansiedade Generalizada (esse é o que eu tenho): Estado de ansiedade e preocupação excessiva sobre diversas coisas da vida. Este estado aparece frequentemente e se acompanha de alguns dos seguintes sintomas: irritabilidade, dificuldade em concentrar-se, inquietação, fadiga e humor deprimido.

- Estresse Pós Traumático: Estado ansioso com expectativa recorrente de reviver uma experiência que tenha sido muito traumática. Por exemplo, depois de ter sido assaltado, ficar com medo de que ocorra de novo, ter medo de sair na rua, ter pesadelos, etc. Geralmente após um evento traumático a ansiedade diminui logo no primeiro mês sem maiores consequências. Porém, em alguns casos, os sintomas  persistem por mais tempo ou reaparecem depois de um tempo, levando a um estado denominado como Estresse Pós Traumático.

- Transtorno Obsessivo-Compulsivo: Estado em que se apresentam obsessões ou compulsões repetidamente, causando grande sofrimento à pessoa. Obsessões são pensamentos, idéias ou imagens que invadem a consciência da pessoa. Há vários exemplos como dúvidas que sempre retornam (se fechou o gás, se fechou a porta, etc.), fantasias de querer fazer algo que considera errado (machucar alguém, xingar, etc.), entre vários outros. As compulsões são atos repetitivos que tem como função tentar aliviar a ansiedade trazida pelas obsessões. Assim, a pessoa pode lavar a mão muitas vezes para tentar aliviar uma idéia recorrente de que está sujo, ou verificar muitas vezes se uma porta está fechada, fazer contas para afastar algum pensamento, arrumar as coisas, repetir atos, etc.

- Síndrome do Pânico: A Síndrome do Pânico é caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico. Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos como taquicardia, perda do foco visual, dificuldade de respirar, sensação de irrealidade, etc. Saiba mais.


*********

Essas são as explicações médicas para os transtornos de ansiedade.... lendo assim, não parecem tão terríveis quanto são na verdade... Por isso, abaixo, alguns trechos do blog www.mentelouca.blogspot.com, onde encontrei aquilo que considero definições PERFEITAS para começar a tentar explicar o que sente quem tem esses transtornos, que quase sempre estão associados à depressão.

Uma depressão, um ataque de pânico ou uma crise de ansiedade somente podem ser compreendidos por quem já os vivenciou. Caso duvide disso, peça para alguém tentar lhe explicar como é uma dor de cabeça, como se você jamais tivesse tido uma. A sensação da dor mental é horrível. Você fica numa zona nebulosa entre a lucidez e a loucura. O fato de você não perder a consciência é duro, muito duro. A vontade de matar o pensamento vem à tona: eis a natureza do suicício. Sinceramente, o inferno não pode ser pior. De tão inexplicável e dolorido que são os sintomas, algumas pessoas constumam dizer: isso é desumano, não desejo nem ao meu maior inimigo. Medo da morte, medo de ficar louco e medo de perder o controle de si mesmo são sintomas comuns. Não há como explicá-los. É como dizer a quem nunca teve dor de dente, o que é uma dor dente.

Certa vez, ouvi o relato de uma mãe que tinha perdido um filho de 6 anos, de uma hora para outra. Ela não hesitou em dizer que nem tal evento foi mais dolorido do que sua depressão grave. O luto, por pior que seja, passa com o tempo, pode ser compreendido, amparado e consolado. A depressão grave não.

Durante um estado depressivo, os minutos demoram a passar, uma sensação de estranheza toma conta do seu ser, as outras pessoas parecem incrivelmente fortes, pensamentos suicidas passam por sua mente, atitudes antes simples passam a requerer um esforço desumano, a impotência e a culpa por sentir-se depressivo são imensas, a fadiga enorme, a mente fica confusa e inquieta. Dependendo da gravidade dos sintomas, temos a sensação de saber exatamente o que uma pessoa que morre sente antes de morrer, com apenas uma diferença: sentimos isso várias vezes.


***********

Não é fácil explicar, não é fácil entender. Nas próximas postagens vou enfim contar minha história, talvez fique mais claro aquilo que eu gostaria que as pessoas compreendessem...!

Até breve!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Começo de conversa...!

Olá!

Antes de tudo, é bom que eu me apresente... Tenho 31 anos, sou formada e trabalho na área da Comunicação Social, sou casada há cinco anos e moro em uma cidade da região metropolitana de São Paulo.

Nunca tive um blog, esse é o primeiro. Eu poderia criar um blog sobre viagem, afinal, adoro viajar, planejar roteiros e escrever relatos de viagens... eu poderia ter um blog sobre casamento, já que leio muito sobre vestidos de noiva, cerimônias e festas de casamento... também poderia montar um blog sobre minhas tentativas (até hoje frustradas!) de emagrecer... mas ao ser diagnosticada com transtorno de ansiedade, nada mais é tão importante quanto tentar amenizar ao máximo esse problema!

Pesquisando a respeito disso na internet, encontrei muitos sites e blogs de médicos e psicólogos que falam do assunto. Não é difícil encontrar especialistas que escrevem sobre esse e outros tipos de transtorno de ansiedade. Bem mais raros são os blogs ativos de pessoas que sofrem com isso e que compartilham aquilo que sentem. Foi por isso que, nessa minha busca por solução para esse meu problema, resolvi criar esse blog. Acho que isso vai me ajudar e pode ajudar outras pessoas que estejam passando pela mesma situação ou por algo parecido.

Vamos ver no que dá!

Até breve!