sexta-feira, 15 de junho de 2012

A ansiedade e seus transtornos

Antes de falar especificamente da minha história, acho importante falar dos transtornos de ansiedade de uma forma geral. Demorei muito para descobrir e, principalmente, entender o que são, de onde vêm, o que causam... Abaixo, as explicações são do site www.psicoterapia.psc.br, que inclusive eu recomendo porque tem textos muito bons e esclarecedores sobre o assunto:

Transtornos de Ansiedade
Todos os Transtornos de Ansiedade têm como manifestação principal um alto nível de ansiedade. Ansiedade é um estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça, acompanhado por várias reações físicas e mentais desconfortáveis.

Os principais Transtornos de Ansiedade são:

- Fobia Simples: Medo irracional relacionada a um objeto ou situação específico. Na presença do estímulo fóbico a pessoa apresenta uma forte reação de ansiedade, podendo chegar a ter um ataque de pânico. Por exemplo a pessoa pode ter fobia de sangue, de animais, de altura, de elevador, de lugares fechados ou abertos, fobia de dirigir, etc. Há muitas formas possíveis de fobia, visto que o estímulo fóbico assume um lugar substituto para os reais motivos de ansiedade da pessoa. O motivo original vai ser descoberto na terapia.

- Fobia Social: Ansiedade intensa e persistente relacionada a uma situação social. Pode aparecer ligado a situações de desempenho em público ou em situações de interação social. A pessoa pode temer, por exemplo, que os outros percebam seu "nervosismo" pelo seu tremor, suor, rubor na face, alteração da voz, etc. Pode levar à evitação de situações sociais e um certo sofrimento antecipado. A pessoa pode também, por exemplo, evitar comer, beber ou escrever em público com medo de que percebam o tremor em suas mãos. Saiba mais. 

- Transtorno de Ansiedade Generalizada (esse é o que eu tenho): Estado de ansiedade e preocupação excessiva sobre diversas coisas da vida. Este estado aparece frequentemente e se acompanha de alguns dos seguintes sintomas: irritabilidade, dificuldade em concentrar-se, inquietação, fadiga e humor deprimido.

- Estresse Pós Traumático: Estado ansioso com expectativa recorrente de reviver uma experiência que tenha sido muito traumática. Por exemplo, depois de ter sido assaltado, ficar com medo de que ocorra de novo, ter medo de sair na rua, ter pesadelos, etc. Geralmente após um evento traumático a ansiedade diminui logo no primeiro mês sem maiores consequências. Porém, em alguns casos, os sintomas  persistem por mais tempo ou reaparecem depois de um tempo, levando a um estado denominado como Estresse Pós Traumático.

- Transtorno Obsessivo-Compulsivo: Estado em que se apresentam obsessões ou compulsões repetidamente, causando grande sofrimento à pessoa. Obsessões são pensamentos, idéias ou imagens que invadem a consciência da pessoa. Há vários exemplos como dúvidas que sempre retornam (se fechou o gás, se fechou a porta, etc.), fantasias de querer fazer algo que considera errado (machucar alguém, xingar, etc.), entre vários outros. As compulsões são atos repetitivos que tem como função tentar aliviar a ansiedade trazida pelas obsessões. Assim, a pessoa pode lavar a mão muitas vezes para tentar aliviar uma idéia recorrente de que está sujo, ou verificar muitas vezes se uma porta está fechada, fazer contas para afastar algum pensamento, arrumar as coisas, repetir atos, etc.

- Síndrome do Pânico: A Síndrome do Pânico é caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico. Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos como taquicardia, perda do foco visual, dificuldade de respirar, sensação de irrealidade, etc. Saiba mais.


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Essas são as explicações médicas para os transtornos de ansiedade.... lendo assim, não parecem tão terríveis quanto são na verdade... Por isso, abaixo, alguns trechos do blog www.mentelouca.blogspot.com, onde encontrei aquilo que considero definições PERFEITAS para começar a tentar explicar o que sente quem tem esses transtornos, que quase sempre estão associados à depressão.

Uma depressão, um ataque de pânico ou uma crise de ansiedade somente podem ser compreendidos por quem já os vivenciou. Caso duvide disso, peça para alguém tentar lhe explicar como é uma dor de cabeça, como se você jamais tivesse tido uma. A sensação da dor mental é horrível. Você fica numa zona nebulosa entre a lucidez e a loucura. O fato de você não perder a consciência é duro, muito duro. A vontade de matar o pensamento vem à tona: eis a natureza do suicício. Sinceramente, o inferno não pode ser pior. De tão inexplicável e dolorido que são os sintomas, algumas pessoas constumam dizer: isso é desumano, não desejo nem ao meu maior inimigo. Medo da morte, medo de ficar louco e medo de perder o controle de si mesmo são sintomas comuns. Não há como explicá-los. É como dizer a quem nunca teve dor de dente, o que é uma dor dente.

Certa vez, ouvi o relato de uma mãe que tinha perdido um filho de 6 anos, de uma hora para outra. Ela não hesitou em dizer que nem tal evento foi mais dolorido do que sua depressão grave. O luto, por pior que seja, passa com o tempo, pode ser compreendido, amparado e consolado. A depressão grave não.

Durante um estado depressivo, os minutos demoram a passar, uma sensação de estranheza toma conta do seu ser, as outras pessoas parecem incrivelmente fortes, pensamentos suicidas passam por sua mente, atitudes antes simples passam a requerer um esforço desumano, a impotência e a culpa por sentir-se depressivo são imensas, a fadiga enorme, a mente fica confusa e inquieta. Dependendo da gravidade dos sintomas, temos a sensação de saber exatamente o que uma pessoa que morre sente antes de morrer, com apenas uma diferença: sentimos isso várias vezes.


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Não é fácil explicar, não é fácil entender. Nas próximas postagens vou enfim contar minha história, talvez fique mais claro aquilo que eu gostaria que as pessoas compreendessem...!

Até breve!

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